De vez em quando é porque não se pertence. Nem a um mundo de petiz de lanches a meio da manhã, recreio, 'há-fogo-há-fogo-no-cú-do-diogo' e trabalhos de casa, sem esquecer o 'xixi-cama'. Nem ao mundo dos adultos, este das bestas do ritmo alucinante.
Porque não sou uma coisa nem outra, sou um intermédio meio termo fatela sem definição. E o pior é que a única coisa que sei é que não pertenço a nada disso. Melhor, o que tenho a certeza de saber é que só me pertenço a mim. Bonito!, logo a mim que não faço puto de ideia do que fazer comigo.
Para onde quer que vá serei inadequada. Ou avô cantigas no liceu ou o garoto que tira macacos do nariz e come no mundo empresarial.
E logo eu que acho que até posso vir a ter tanto potencial. Para coisas, sei lá. Coisas em geral, particularmente. Mas decidiram entregar-me a mim a responsabilidade de me fazer alguém, de me traçar um rumo. Não é suposto funcionar assim! Tem de haver um livro de instruções de mim perdido algures numa daquelas gavetas onde se guarda toda a tralha, escrito em 7 dialectos e made in taiwan. Um daqueles com os passos todos explicadinhos em listas numeradas e com desenhos ao lado.
Não pode ser assim só esta injustiça de vir ao mundo e ter de ser criativo o suficiente para sobreviver nesta selva.
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