ansiedades.
cagufas.
miaufinhas desta vida.
tenho-as todas.
ando a tentar domesticá-las. a torná-las mais minhas. a ganharem o meu jeito e não me serem desconfortáveis de vestir. porque esconder-lhes a existência já não é possível. e se fosse, não era saudável.
sou mais eu quando as uso.
e isso deixa-me com medinhos.
medinhos.
receios.
pavores desta vida.
tenho-os todos.
18/01/17
29/02/16
cento e doze
caro velhote,
já cá estavas bem antes de eu chegar. e o facto de saberes coisas que eu ainda demoraria muito a aprender podia fazer-te desdenhar de mim e da minha inexperiência. podias querer empurrar-me para outra alternativa só para não teres o trabalho de me ensinar tudo do princípio.
mas tu não és assim.
tomaste tempo para me ensinar lições importantes. com calma. como só os grandes se podem dar ao luxo. aprendi contigo a ser humilde na grandeza. percebi que sofrer custa, mas só porque vale a pena a causa. e quando chega a altura de ser feliz...tu fazes-me tão feliz.
hoje sou o que sou porque me ensinaste o que é um fora-de-jogo, o que é sentir necessidade de usar palavrões como ansiolíticos, o que é arrepiar-me só com cinco segundos de luís piçarra.
sou do benfica e isso me envaidece.
mais do que um hino, uma bandeira ou clube, és um estado de alma.
sou uma privilegiada. e vivo bem com a consciência de que, não importa o que venha a ser de mim no futuro, nunca conseguirei tornar-me nada tão importante quanto aquilo que já sou. benfiquista.
obrigada, meu sport lisboa e benfica.
estás um geronte aí para as curvas.
já cá estavas bem antes de eu chegar. e o facto de saberes coisas que eu ainda demoraria muito a aprender podia fazer-te desdenhar de mim e da minha inexperiência. podias querer empurrar-me para outra alternativa só para não teres o trabalho de me ensinar tudo do princípio.
mas tu não és assim.
tomaste tempo para me ensinar lições importantes. com calma. como só os grandes se podem dar ao luxo. aprendi contigo a ser humilde na grandeza. percebi que sofrer custa, mas só porque vale a pena a causa. e quando chega a altura de ser feliz...tu fazes-me tão feliz.
hoje sou o que sou porque me ensinaste o que é um fora-de-jogo, o que é sentir necessidade de usar palavrões como ansiolíticos, o que é arrepiar-me só com cinco segundos de luís piçarra.
sou do benfica e isso me envaidece.
mais do que um hino, uma bandeira ou clube, és um estado de alma.
sou uma privilegiada. e vivo bem com a consciência de que, não importa o que venha a ser de mim no futuro, nunca conseguirei tornar-me nada tão importante quanto aquilo que já sou. benfiquista.
obrigada, meu sport lisboa e benfica.
estás um geronte aí para as curvas.
02/10/15
dilema a fingir.
quanto mais vida vivo,
menos dela entendo.
só não sei se estou a ficar mais ignorante
ou cada vez mais inteligente.
menos dela entendo.
só não sei se estou a ficar mais ignorante
ou cada vez mais inteligente.
21/07/15
10.000 peças
a vida é como um puzzle.
dão-nos as peças todas para nos entretermos, mas nunca nos deixam ver o desenho da caixa.
dão-nos as peças todas para nos entretermos, mas nunca nos deixam ver o desenho da caixa.
27/02/15
está giro.
enquanto as massas empoladas de estilistas wannabe discutem se o vestido é douranco ou azuleto há malta a destruir pedaços de património universal.
os saldos sempre foram muito inimigos da consciência de humanidade.
os saldos sempre foram muito inimigos da consciência de humanidade.
19/02/15
eu & a poesia
admito. eu discrimino poesia.
porque desde a infância fui ensinada que exigia um esforço superior para rimar.
tanto que muitas vezes nem as palavras estavam de bem umas com as outras, sem sentido outro que não ter a mesma terminação que a última da linha de cima.
(verso, eu sei.)
mas, aparentemente, há poesia que não rima.
e dessa eu até gosto.
é como se fosse prosa desorganizada.
e eu simpatizo quando as desorganizações alheias sintonizam com a minha.
porque desde a infância fui ensinada que exigia um esforço superior para rimar.
tanto que muitas vezes nem as palavras estavam de bem umas com as outras, sem sentido outro que não ter a mesma terminação que a última da linha de cima.
(verso, eu sei.)
mas, aparentemente, há poesia que não rima.
e dessa eu até gosto.
é como se fosse prosa desorganizada.
e eu simpatizo quando as desorganizações alheias sintonizam com a minha.
09/02/15
slogans para a vida #1
eu e pessoas que pensam com a pila não funcionamos.
inconscientes do caralho.
inconscientes do caralho.
26/01/15
dia 25 - o dia de tudo.
dia 25 de janeiro é um dia tramado para as pessoas genuinamente boas.
os benfiquistas, digo.
todos os anos é igual.
o eusébio faz anos. tentam impingir-nos a ideia que já não faz mesmo anos porque entretanto faleceu. eu não acredito neles. eusébio foi só convocado para a selecção celestial. pelé anda a faltar aos treinos.
todos os anos é igual.
o féher olha para o árbitro, leva um amarelo, sorri com ar de que não passa nada. curva-se em si e falece. e eu tenho a certeza que foi o senhor todo poderoso a fazer uma convocação de última hora.
os benfiquistas, digo.
todos os anos é igual.
o eusébio faz anos. tentam impingir-nos a ideia que já não faz mesmo anos porque entretanto faleceu. eu não acredito neles. eusébio foi só convocado para a selecção celestial. pelé anda a faltar aos treinos.
todos os anos é igual.
o féher olha para o árbitro, leva um amarelo, sorri com ar de que não passa nada. curva-se em si e falece. e eu tenho a certeza que foi o senhor todo poderoso a fazer uma convocação de última hora.
24/01/15
dia 24 - há-de ser lindo, há-de.
hífens nos hei-des.
haverá coisa mais linda?
não há, não.
quando puderes, hades apreciar.
haverá coisa mais linda?
não há, não.
quando puderes, hades apreciar.
22/01/15
dia 22 - abecedário míope.
quem me conhece, conhece-me os olhos.
e se o daniel oliveira me conhecesse, havia de saber que os meus olhos dizem que têm um feitio muito míope. e o direito havia de dizer que isto do astigmatismo era muito bonito ao princípio, mas que agora já está cheio de o aturar.
hoje fui visitar o médico que avalia quão estrampalhados andam os meus olhos.
e é sempre uma sensação nostálgica.
é como voltar à primária e dizer o nome das letras.
não troco vês por bês, mas os ós parecem-me sempre dês.
e é ver um médico a rir-se da minha incapacidade visual.
a gozar com os deficientes. profissionalmente.
e se o daniel oliveira me conhecesse, havia de saber que os meus olhos dizem que têm um feitio muito míope. e o direito havia de dizer que isto do astigmatismo era muito bonito ao princípio, mas que agora já está cheio de o aturar.
hoje fui visitar o médico que avalia quão estrampalhados andam os meus olhos.
e é sempre uma sensação nostálgica.
é como voltar à primária e dizer o nome das letras.
não troco vês por bês, mas os ós parecem-me sempre dês.
e é ver um médico a rir-se da minha incapacidade visual.
a gozar com os deficientes. profissionalmente.
21/01/15
dia 21 - quarta-feira, o dia semi.
há um sentimento muito ambivalente nas quartas-feiras.
é o dilema do copo meio cheio, meio vazio da semana.
depende da relação entre optimismo e pessimismo.
eu sou realista.
gosto das quartas-feiras como elas são.
mas gosto mais dos fins-de-semana.
é o dilema do copo meio cheio, meio vazio da semana.
depende da relação entre optimismo e pessimismo.
eu sou realista.
gosto das quartas-feiras como elas são.
mas gosto mais dos fins-de-semana.
dia 20
perdemos mais tempo a pensar no que os outros pensam de nós do que a pensar por nós.
o medo que guardamos dos julgamentos alheios transforma-se numa auto-censura tola.
vivemos a vida que achamos ser a que os outros querem que vivamos.
enquanto os outros vivem a sua vida como querem.
ridículo.
o medo que guardamos dos julgamentos alheios transforma-se numa auto-censura tola.
vivemos a vida que achamos ser a que os outros querem que vivamos.
enquanto os outros vivem a sua vida como querem.
ridículo.
19/01/15
dia 19 - engonhar.
gosto de tirar dias para engonhar.
fazem parte de mim os exercícios de flexibilidade da preguiça.
permitem-me estabelecer o padrão do tédio absoluto para poder depois comparar com as alturas azafamadas e dizer que precisamente nesta altura é que eu estava bem.
há qualquer coisa de bom em perder conscientemente tempo.
porque se quer mesmo perdê-lo.
no meio disso, acho sempre tanta coisa.
18/01/15
dia 18 - as coisas pequenas da vida.
estamos fartos de ouvir dizer que a felicidade reside nas coisas pequenas da vida.
nas grandes está uma felicidade oca.
e eu até preferia que ela se encontrasse nas coisas de grande dimensão.
é que eu tenho miopia da forte e custa-me muito mais encontrar as coisas de menor tamanho.
17/01/15
16/01/15
13/01/15
dia 13 - siga.
para a frente é que é caminho.
pega-se nos bocados e parte-se à procura de mais para partir.
pega-se nos bocados e parte-se à procura de mais para partir.
dia 12 - falhei.
celebra-se neste espaço, em nome do dia em que falhei, todos os dias em que todos falhámos.
rudes golpes esses que, por desistência, esquecimento ou preguiça, nos fizeram perder a genica.
este aqui foi por excesso de trabalho e falta de tempo, o que sempre é melhor desculpa.
falhei. mas falhei da melhor maneira.
rudes golpes esses que, por desistência, esquecimento ou preguiça, nos fizeram perder a genica.
este aqui foi por excesso de trabalho e falta de tempo, o que sempre é melhor desculpa.
falhei. mas falhei da melhor maneira.
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