tenho dificuldade em imaginar infinitos.
tempos que se prolongam indefinidamente sem limites.
nunca condicionados.
para sempres.
regra geral, questiono-os e não os deixo ir avante no seu modo naïve de ser.
porque não pode ser, não são reais, porque se mete a vida pelo meio.
mas a verdade é que, quando se mete a morte pelo meio, há memórias que duram infinitos.
mesmo memórias que não existem - porque não podiam existir! -, mas que a mente fabrica.
há precisamente um ano chorei as lágrimas de quem nunca viu jogar Eusébio.
porém, tenho em mim a certeza que partilhei cada golo marcado. que é também meu um bocadinho do seu entusiasmo quando encarava a bola no fundo das redes.
afinal há coisas que duram para sempre.
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