devo às pastilhas elásticas o maior dos agradecimentos.
estiveram sempre por lá, nos bons e nos maus momentos, para me distrair a mandíbula e a língua. mas, mais do que isso, estiveram lá nos momentos ainda mais importantes: os do enrascanço.
obrigada pastilha por me teres ajudado a consertar um furo um colchão de ar; evitei ter de dormir no chão, desconfortável entre pó e bicho da madeira.
obrigada pastilha por me teres ajudado a consertar, no meu primeiro dia de trabalho, a minha sandália que teimou em descolar-se da sola. só posso imaginar o que seria a minha figura a chinelar desalmadamente por esses transportes públicos fora.
da próxima vez que tu, pastilha, te coles à sola do meu sapato, a pegar-me ao chão ranhoso de um metro, prometo não praguejar tanto aos céus. vou encará-lo como uma lição.
são as pastilhas que te mantêm os pés bem assentes na terra.
isso da gravidade e da humildade é tudo desculpas.
um sentido abraço mascado às chiclet, bubblicious, bubbaloo e gorilas que se atravessaram no meu caminho.
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